O termo “Transformação Digital” foi amplamente divulgado em 2011 quando o MIT e a Capgemini tornaram o assunto, digamos “popular”, contudo, as empresas tiveram como alicerce um movimento que já ocorria a pelo menos 62 antes. Por volta de 1948, Claude E. Shannon que era matemático publicou um artigo (que em 1949 viraria um livro mais abrangente) com o seu trabalho, o livro se chama “Mathematical Theory of Communication”, partindo então para fundar o maior alicerce sobre o campo de estudos da teoria da informação.
Pois bem, o artigo estabeleceu as bases de como produzir, transmitir, receber e interpretar sinais digitais e de quebra ainda introduziu o termo bit (que algum tempo depois Shannon creditou a John Tukey). O que seria da tecnologia de hoje em dia sem o bom e velho bit?
Entre os anos 40 e finalzinho dos 70 ocorreu a primeira onda das revoluções dos componentes eletrônicos. Nessa época os primeiros transistores e os primeiros microprocessadores começaram a surgir, substituindo as antigas válvulas e dando a chance de os primeiros computadores pessoais serem criados.
Os primeiros microprocessadores que foram desenvolvidos como chip único (sim, antes desta revolução tudo que o seu processador hoje faz sozinho, era feito por diversos componentes eletrônicos) foram o Intel 8008 e depois o Intel 8080, trazendo com eles a popularização dos computadores baratos por conta do baixo valor de produção, contudo, apenas quando o Altair 8800 é lançado que o termo computador pessoal ou PC ganha força e invade o mercado.
Entre os anos 70 e 80 tivemos o maior salto tecnológico e observamos não só o surgimento dos PCs como os videogames também, e correndo por fora apareceu a ARPANET que foi o embrião da WWW (World Wide Web) que hoje permite que você trabalhe, estude e se divirta sem sair de casa.
A partir daí temos uma onda de evoluções e inovações para todos os lados mudando de forma drástica o estilo de vida das pessoas.
Vamos a números? O ano era 2010:
- O número de pessoas que acessavam a internet já era de 2 Bilhões (um crescimento de 14% referente ao ano anterior);
- +100 trilhões de e-mails enviados;
- Existiam 255 milhões de sites;
- O Youtube já alcançava a marca de 2 Bilhões de vídeos assistidos por dia;
- O Facebook já tinha 600 milhões de contas ativas;
A população mundial estava cada vez mais conectada, ainda mais por que o mundo estava na palma da sua mão, ou melhor em seu smartphone. Diante destes acontecimentos as empresas se viram obrigadas a se movimentar e repensar as suas estratégias de como se aproximar do seu cliente, como conectar o seu negócio em aspecto geral, seja com os colaboradores, os fornecedores, os processos e os departamentos. Dessa forma algumas empresas começaram a reformular os seus modelos de negócio, procurar novas oportunidades em nichos ainda não explorados, com isso, alguns mercados foram extintos e novos foram surgindo.
No ano de 2015, a Deloitte em um trabalho com o MIT, veio a publico e declarou que:
“A Transformação digital não se tratava de upgrade tecnológico e sim de uma abordagem estratégica.”
Hoje em dia:
As empresas que procuram pela Transformação Digital esbarram em desafios diários, mas em sua grande maioria o problema permeia o “Como fazer” e “O que fazer”.
Grande parte das empresas falham em suas iniciativas estratégicas. Sim, é difícil para as empresas entenderem a “falta de um roadmap definitivo” para a conclusão da famigerada “Transformação Digital”, até porque, estamos tratando de um assunto evolutivo, e como toda boa evolução, não estaciona.
Em 2020 a Forrester Research nomeou 10 empresas com a maior significância para o cenário de transformação digital. A pesquisa revelou um mercado no qual BCG, McKinsey e Accenture são líderes; Deloitte, Capgemini, PwC, EY e KPMG têm desempenho forte; e Publicis Sapient e Globant são concorrentes. Após uma breve pesquisa, podemos observar que nenhuma delas usa o mesmo framework. Cada uma com seus próprios interesses e experiências divergindo na forma que a Transformação Digital tem que ter, inclusive na definição principal desse conceito.
Diante do cenário onde o incerto é o mais coerente, nós da Extractta fazemos coro com o mercado e abraçamos a ideia de “Evolução Digital”.
Onde fica a diferença entre os termos?
A diferença fica por conta da abordagem e estruturação do trabalho. Não significa que o trabalho nunca terá fim, mas significa que baseado em Pessoas, Cultura, Processos e Tecnologias ajudaremos os nossos clientes a olharem novos horizontes e tomar as melhores escolhas para os seus negócios, sejam eles tecnológicos ou não.